
Talvez um dia quando acordar consiga ter a verdadeira percepção da amplitude desta coisa da vida a que chamamos sonho.
Agora no meio desta agitação constante, tento apenas pregar os meus pés ao chão com medo que lhes suscite uma vontade tremenda em quererem voar.
Aperto com força o meu peluche iludida com a sensação de segurança. Esperando não cair desta altura que desconheço.
À noite tento contar estórias de embalar, mas não tenho forças. Canto músicas para afastar o senhor papão que tem o dom de aparecer aos meninos e meninas com o único propósito de os assustar. Mas eu, sorrindo, solto um "olá" encarando-o como uma aprendizagem. Algo que me obriga a encarar os medos, levantar a cabeça e continuar de cabeça erguida a jogar à macaca, nesta macacada de vida.
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